Carboidratos: vilões ou mocinhos

Os Carboidratos fornecem a principal fonte de energia para o corpo humano e, portanto, o tipo e quantidade de carboidratos consumidos diariamente é uma consideração importante para o controle de peso. 

Embora a proteína e a gordura possam ser utilizadas para produzir energia, o carboidrato é a fonte de combustível mais fácil para o organismo usar e, por isso, a preferida.




Os carboidratos não significam apenas pão, massas, cereais e arroz. Todas as frutas e verduras contêm carboidratos, que também podem ser encontrados em alguns produtos derivados do leite.

Na verdade, todo alimento à base de vegetais possui carboidrato. Através do processo de fotossíntese, as plantas armazenam carboidratos como sua principal fonte de energia.

Após décadas de uma crescente conscientização pública sobre uma boa alimentação e o seu papel para a saúde como um toda a maioria, se não todos os consumidores estão conscientes sobre a diferença entre os bons carboidratos, como as fibras alimentares, e os maus carboidratos, como a sacarose.

Pode causar Diabetes

A doença mais conhecida relacionada aos carboidratos é o diabetes, decorrente de fatores hereditários e ambientais, que levam a uma deficiência na produção ou a uma incapacidade de ação da insulina (hormônio cuja função principal é controlar a entrada de glicose nas células). Nos portadores, a quantidade de glicose no sangue aumenta, comprometendo vários órgãos e os sistemas renal, nervoso e circulatório.

 A doença pode ser regulada pelo consumo controlado dessa substância e, em casos mais severos, pela administração de insulina. Além do diabetes, outros problemas podem surgir, como obesidade, doenças cardiovasculares, tromboses e avanço da aterosclerose (depósito de substâncias nas paredes dos vasos sangüíneos, obstruindo a circulação).

Em contrapartida, dietas com poucos carboidratos também podem prejudicar a saúde, já que eles são a fonte principal de energia para as células.

O excesso na ingestão desses compostos intensifica a síntese e o armazenamento de gordura, além de desestimular os receptores de insulina nas células, gerando a forma mais grave do diabetes.

Esse quadro piora com um estilo de vida sedentário, que reduz a metabolização dos glicídios.

E a falta de carboidratos na alimentação resulta em emagrecimento, cansaço, desânimo, fraqueza, depressão e irritabilidade, podendo chegar até à desnutrição.


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Refrigerantes

Há evidências de que as bebidas adoçadas com açúcar não induzem saciedade na mesma proporção que as formas sólidas de carboidratos, e que o aumento no consumo de refrigerantes açucarados está associado ao ganho de peso.

Para onde vão?

O corpo armazena carboidratos em três lugares: no fígado, nos músculos (glicogênio) e no sangue (glicose).

Essas reservas evitam que nossos músculos sejam consumidos para a produção de energia em ocasiões de dieta de emagrecimento ou de estado de fome.

Por isso, não é recomendável abster-se de carboidratos por um período muito longo, pois o corpo fará “canibalismo” muscular, atrofiando os músculos.

Vilões ou mocinhos?

Muitas pessoas acreditam que quanto menos carboidrato consumirem, mais saudáveis e magros. No entanto, as pesquisas ao longo do tempo mostram que isso não é verdade. Os carboidratos são um grupo de alimentos energéticos e devem representar aproximadamente 25% a 45% das calorias totais diárias, seguidos pelo grupo de gorduras e proteínas.

Escolher os carboidratos mais saudáveis é o mais recomendado, principalmente aqueles com grãos integrais que acabam sendo uma importante fonte de fibra, vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes.

Grande parte da má fama dos carboidratos está ligada, sobretudo, aos carboidratos altamente processados, encontrados em doces, pães, salgadinhos e outras guloseimas. O processamento industrial moderno dos alimentos elimina as fibras, o que prejudica sua verdadeira natureza e a forma como são metabolizados no organismo.




O processamento do arroz, por exemplo, remove as fibras e, conseqüentemente, os nutrientes, para facilitar e acelerar seu cozimento. Como resultado, o organismo absorve apenas o amido e as calorias.

Em contrapartida, nos alimentos integrais, fibras e nutrientes são preservados. Assim, quando se ingere arroz integral, o organismo absorve além do amido e calorias, fibras e outros nutrientes, de forma lenta e gradual.

O importante é haver um equilíbrio entre a quantidade de carboidratos consumidos e o tipo de vida. Crianças na fase escolar também não podem deixar de ingerir carboidratos.

Em fase de crescimento, recomenda-se, inclusive, uma dieta rica nestes nutrientes, já que eles agem sobre o Sistema Nervoso Central, responsável por funções como memória e concentração. Dificuldades de aprendizado podem estar associadas à baixa ingestão de carboidrato.

Os carboidratos são os vilões e os mocinhos da alimentação, por isso, devem ser consumidos de maneira correta para que não altere o bom funcionamento do organismo.

Não há dúvidas que a tendência geral por hábitos alimentares mais saudáveis desenvolveu a demanda no mercado e um entendimento mais profundo sobre o metabolismo dos carboidratos se tornou um elemento importante nisso.

Milhões de consumidores informados estão optando mais por “bons carboidratos” e menos por “maus carboidratos”, entre outros atributos, entre os alimentos e bebidas que compram hoje em dia.




Sandra Santos

Sandra Santos é administradora, professora, blogueira. Está na blogosfera desde o ano de 2015 como conteudista. Gosta de escrever conteúdos relevantes e informações preciosas.

Website: http://sandrasantos.net/

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