Entendendo Melhor os Carboidratos

Sabem aqueles vídeos que assistimos no qual os profissionais usam termos totalmente técnicos sobre carboidratos e, a gente fica com cara de “Panguante”?

Neste artigo vamos compreender alguns destes termos e, se ficar difícil de entender, não tem problema algum, afinal não somos profissionais da saúde, somos seres desejosos em ser cada vez mais saudáveis.





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Carboidratos

Os carboidratos são denominados energéticos, pois sua principal função é fornecer energia para o organismo, contribuindo com um percentual de 50 a 65% das calorias totais do dia. Cada grama de carboidrato digerido fornece 4 Kcal, independentemente da fonte.

Podemos chamar os carboidratos também de poupadores de proteína, pois se a sua ingestão for insuficiente, o corpo usará a proteína para fornecimento de energia. Eles também contribuem para a manutenção da oxidação dos lipídios na faixa de normalidade em função de sua ação anticetogênica, além de serem constituintes de vários compostos responsáveis pelo controle do metabolismo do nosso corpo.

Os carboidratos fornecem continuamente um combustível para o funcionamento apropriado do sistema nervoso central: a glicose.

A glicose é a única fonte de energia para o cérebro que não tem reservas significativas de energia. Portanto, podemos observar sintomas de hipoglicemia (diminuição de glicose no sangue), quando o indivíduo apresenta sensação de fome, fraqueza, suor frio, tontura, dor de cabeça, mãos e pés gelados, tremores, falta de concentração, irritação e ansiedade.

Os carboidratos também são importantes para o crescimento de bactérias benéficas no nosso intestino. A presença destas bactérias no intestino tem efeito laxativo, creditando-se a elas também a síntese de vitamina K e do complexo B, além de a fermentação da lactose facilitar a absorção de cálcio.

Podemos dividir os carboidratos em dois tipos: simples e complexos.


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Carboidratos Simples

Os carboidratos simples são absorvidos rapidamente pelo organismo, devido à sua estrutura molecular mais simples, liberando energia mais rapidamente. Exemplos: açúcar branco, açúcar mascavo, doces em geral, refrigerantes, chocolates e cereais refinados (trigo e arroz).


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Carboidratos Complexos

Os carboidratos complexos precisam ser trabalhados e quebrados em unidades mais simples para que possam ser absorvidos, sendo, então, absorvidos mais lentamente pelo organismo. Exemplos: cereais integrais (arroz, milho, trigo, cevada, centeio e macarrão) e raízes (batata, mandioca, cará e inhame).

Três classes de carboidratos se destacam com maior interesse para a nutrição: monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos.


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Monossacarídeos

Os monossacarídeos são os açúcares simples (“mono”: refere-se a “um” e “sacarídeos”, a açúcar). Exemplos: glicose, frutose e galactose.

A glicose é o maior monossacarídeo encontrado no organismo, também podendo ser chamada de dextrose e açúcar no sangue. É oxidada nas células para fornecer a energia armazenada no fígado e músculos na forma de glicogênio. O sistema nervoso central utiliza apenas glicose como fonte de combustível.




A frutose é o açúcar das frutas, sendo o mais doce de todos os monossacarídeos e podendo ser encontrada nas frutas, no mel e no xarope de milho. Sua doçura varia conforme a fruta amadurece e ela se torna mais doce, porque a sacarose se transforma em glicose e frutose. Após ser absorvida pelo intestino delgado e transportada para o fígado, é metabolizada rapidamente, principalmente em glicose.

Já a galactose não é encontrada na natureza em grandes quantidades, mas quando combinada com glicose, forma-se a lactose, encontrada no leite e em outros produtos lácteos.


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Dissacarídeos

Os dissacarídeos são açúcares simples compostos de dois monossacarídeos ligados. Os três principais são: sacarose, lactose e maltose. Seus componentes monossacarídeos são:

Sacarose = glicose + frutose

Lactose = glicose + galactose

Maltose = glicose + glicose

O açúcar mais frequente de cada um desses dissacarídeos é a glicose.

A maltose é formada de duas moléculas de glicose que se combinam e é obtida pela indústria através da fermentação de cereais em germinação, como a cevada, produzindo etanol (álcool) e dióxido de carbono.

A sacarose (ou açúcar comum de mesa), formada por frutose e glicose, é encontrada somente no açúcar da cana, da beterraba e no mel

A lactose é o açúcar do leite encontrado nos mamíferos e é o menos doce dos dissacarídeos. No estágio inicial do processamento do queijo, quando o leite “azeda”, a lactose se transforma em ácido láctico, separando o coalho do soro.

O coalho, que tem na sua composição principal a proteína caseína, quando processado na fabricação do queijo, embora tenha um conteúdo de carboidrato relativamente alto na forma de lactose, seu principal produto, tem pouco ou nenhum carboidrato.


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Polissacarídeos

Os polissacarídeos são uniões de várias unidades de glicose diferenciadas apenas pelo tipo de ligação, são menos solúveis e mais estáveis que os açúcares mais simples e são conhecidos como carboidratos complexos.

Como exemplos de polissacarídeos, citamos o amido, o glicogênio e a celulose

O amido é a principal fonte de carboidrato da dieta, encontrado em grãos, raízes, vegetais e legumes. Os amidos de diferentes fontes alimentares, como milho, arroz, batata, tapioca, mandioca e trigo, são polímeros de glicose com a mesma composição química, e suas características são determinadas pelos números de unidade de glicose

O glicogênio é importante no metabolismo, pois auxilia a manutenção dos níveis de açúcar normais durante o período de jejum, além de ser combustível imediato para contrações musculares.

A celulose constitui a estrutura celular dos vegetais e não sofre ação das enzimas digestivas de humanos, com isso, não é digerida e torna-se uma fonte importante de fibras da dieta. Também, é encontrada apenas em frutas, hortaliças, legumes, grãos, nozes e sementes.


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Digestão e Absorção dos Carboidratos

Polissacarídeos como a celulose não são digeridos pelo homem ao longo do trato digestório. Apenas o glicogênio e o amido são degradados pelas enzimas são o amido e o glicogênio.

O processo de digestão dos carboidratos inicia-se na boca pela ação da amilase salivar e é dependente do grau de mistura de alimento com a saliva, o que demonstra a importância da mastigação.

O estômago não possui enzimas específicas para os carboidratos, sendo pouco eficiente na digestão deles.

O intestino delgado é onde ocorre a digestão mais intensa dos carboidratos, digeridos totalmente a monossacarídeos para que possam ser absorvidos pelo nosso trato digestório.

Os monossacarídeos resultantes da digestão dos carboidratos são absorvidos pelo intestino delgado.

Todo esse processo de digestão e absorção dos carboidratos é regulado pela ação do fígado. Os carboidratos, após sua absorção, seguem para o fígado pela veia porta e são convertidos em glicose nas células hepáticas, que é disponibilizada quando necessária ou destinada aos estoques de reservas.

Portanto, o órgão responsável pela manutenção dos níveis adequados de glicose na corrente sanguínea é o fígado.

Entendeu??? Não!!!

Tudo bem! O importante é que, aos poucos, vamos compreendendo melhor os termos usados para nossa melhor saúde corporal.




Sandra Santos

Sandra Santos é administradora, professora, blogueira. Está na blogosfera desde o ano de 2015 como conteudista. Gosta de escrever conteúdos relevantes e informações preciosas.

Website: http://sandrasantos.net/

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