Glúten: vilão ou mocinho

O Glúten, ou “cola”, em latim, é uma proteína composta que atua como material adesivo, aglutinando a farinha para a panificação, incluindo bolachas, biscoitos e massa de pizza.

Essa substância desempenha um papel fundamental no processo de fermentação, fazendo o pão “crescer” quando o trigo é misturado ao fermento.

Este artigo tem como base estrutural os estudos do Dr. David Perlmutter que, ao escrever seu livro: “A dieta da mente”, faz uma bela explicação do que as pesquisas têm descoberto sobre essa “cola”.

O Dr. Permlmutter costuma chamar o glúten de “germe silencioso”, que pode lhe infligir danos permanentes sem que você se dê conta.


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Sensibilidade ao Glúten

Há uma grande diferença entre doença celíaca e sensibilidade ao glúten. A doença celíaca é o que ocorre quando uma reação alérgica ao glúten causa danos ao intestino delgado, especificamente.

Aliás, problemas com o intestino é uma das reações mais graves que se pode ter. A doença celíaca não ataca apenas o intestino.

Uma vez desencadeado o processo que provoca a doença, a sensibilidade a essa substância é uma condição que dura a vida toda, podendo afetar a pele e as membranas mucosas, assim como provocar úlceras na boca.

Estudos demonstraram que, independente de ter a doença celíaca, as pessoas que tem tolerância ao glúten tem maior chance de ter transtornos neurológicos.

Em outras palavras, quem tem sensibilidade, pode ter problemas nas funções cerebrais sem ter nenhum tipo de problema gastrointestinal.

Por essa razão, ele testa a sensibilidade em todos os pacientes que têm transtornos neurológicos inexplicáveis.

Estudos recentes apontam que o veneno do glúten está provocando não apenas demência, mas epilepsia, dores de cabeça, depressão, esquizofrenia, TDAH e até redução na libido. Uma dieta sem glúten pode resultar na cura total das dores de cabeça de pacientes com sensibilidade ao glúten.


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Devemos tirar essa cola da nossa dieta

Se o glúten é tão ruim assim, como pudemos sobreviver tanto tempo nos alimentando dele? A resposta simples é: não comemos hoje o mesmo tipo de glúten consumido quando nossos ancestrais descobriram a forma de plantar e moer o trigo.

Os grãos que comemos hoje guardam pouca semelhança com aqueles que entraram para nossa dieta cerca de 10 mil anos atrás.

Nossa cadeia alimentar passou por uma transformação rápida nos últimos cinqüenta anos.

A indústria alimentícia moderna, inclusive a bioengenharia genética, nos permitiu produzir grãos que contêm até quarenta vezes mais glúten que os grãos cultivados algumas décadas atrás

Os grãos contemporâneos, repletos de glúten, são mais viciantes do que nunca.

Existe glúten em quase tudo

O glúten se esconde onde menos se suspeita. Está em nossos molhos, condimentos e bebidas; e até nos cosméticos, sorvetes e cremes para as mãos.

Está escondido em sabonetes, adoçantes e produtos com soja. Está presente em nossos suplementos alimentares e produtos farmacêuticos mais conhecidos.

O glúten não é um problema apenas para quem sofre de doença celíaca.

Alguns alimentos que contêm:

  • Triguenho
  • centeio
  • cevada
  • cuscuz

Alguns alimentos que não contém:

  • Arroz
  • Batata
  • Milho
  • Quinoa
  • Tapioca
  • Soja

Sintomas da Intolerância

  • Excesso de gases e barriga inchada após comer alimentos com glúten
  • Alternância de períodos de diarreia ou prisão de ventre
  • Tonturas ou cansaço excessivo após as refeições
  • Irritabilidade fácil
  • Enxaquecas freqüentes que surgem principalmente após as refeições
  • Manchas vermelhas na pele que podem coçar
  • Dor constante nos músculos ou articulações

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Sandra Santos

Sandra Santos é administradora, professora, blogueira. Está na blogosfera desde o ano de 2015 como conteudista. Gosta de escrever conteúdos relevantes e informações preciosas.

Website: http://sandrasantos.net/

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